quinta-feira, 20 de abril de 2017



Antes de ir a Lourdes, como lhe recomendava seu diretor espiritual, Eva foi a Paris, vendeu seu palacete e até suas roupas. Acompanhada de seu cachorro, percorreu pela última vez sua luxuosa mansão; depois, vestida com simplicidade, com a bagagem reduzida ao mínimo, tomou o trem:

“Parto sem remorso, sem voltar a cabeça - escreveu ela - com o coração compenetrado de meus deveres e com o apoio verdadeiro do Céu; isso é uma alegria que ninguém pode compreender, e que ninguém me arrebatará (...). Sou a eterna órfã da Terra que procurou sempre, mas em vão, o alimento de sua alma”.

Conforme seu desejo, Leona [que havia sido empregada de Eva, e que com ela permaneceu após a conversão] vestiu-a com o hábito franciscano [Eva fez-se terceira da Ordem Franciscana]; depois, colocou-lhe sobre o coração, ao lado do crucifixo, um lírio, símbolo da inocência recuperada. Em sua sepultura, junto à parede da Igreja, uma cruz tem a seguinte inscrição:

Eva Lavallière
10 de julho de 1929
“Ó Vós que me criastes, tende compaixão de mim!” (Santa Taís)

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