quarta-feira, 21 de junho de 2017



Canção do João

Lá vai joão-ninguém,
lá vem joão-sem-braço.
Da vida refém?
Da morte colaço?

Lá vem joão-sem-nome,
lá vai joão-das-quedas.
No próprio abdome
o nada se hospeda.

Lá vai joão-sem-grana,
lá vem joão-das-botas.
Da palma dimana
a velha derrota.

Lá vem joão-de-joão,
lá vai joão-sem-fim,
compõe seu brasão
paládio e capim.

Por João Filho, em Auto da Romaria

quinta-feira, 15 de junho de 2017



O carinho é responsável por nove-décimos
de qualquer felicidade sólida e durável
existente em nossas vidas.

Por C. S. Lewis

FOTOGRAFIA: MIRELLA é como se chama o projeto fotográfico do italiano Fausto Podavini, que lhe valeu um prêmio World Press Photo na categoria "Daily Life Stories". É também o nome da protagonista desta história: casada com Luigi durante 43 anos, Mirella viu sua vida mudar quando ele foi diagnosticado com Alzheimer. A série não foca na doença, mas no amor que os uniu. Exemplos? Um simples abraço, uma ducha pela manhã ou um beijo de boa noite. Depois de 5 anos com a doença, Luigi deixou de reconhecer Mirella, acabando por falecer em maio de 2011.


La bénédiction des blés en Artois”, por Jules Adolphe Aimé Louis Breton.

 Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo
Festa de Corpus Christi

A Eucaristia abre a porta do Paraíso

Se fôssemos capazes de compreender todos os bens que a sagrada comunhão encerra, nada mais seria preciso para contentar o coração do homem.

Nosso Senhor afirmou: “Tudo o que pedirdes a meu Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá” (Jo 16,23). Nunca nos teríamos lembrado de pedir a Deus o seu próprio Filho. Mas Deus faz aquilo que o homem não seria capaz de imaginar. Deus, no seu amor, concebeu e executou aquilo que o homem não é capaz de dizer nem de conceber, e que não teria jamais ousado desejar.

Sem a divina Eucaristia, não haveria felicidade neste mundo, a vida seria insuportável. Quando recebemos a sagrada comunhão, recebemos a nossa alegria e a nossa felicidade. Querendo dar-Se a nós no sacramento do seu amor, Deus deu-nos um desejo enorme, que só Ele pode satisfazer. [...] Ao lado deste belo sacramento, somos como uma pessoa que morre de sede à beira de um rio - e contudo, bastava-lhe baixar a cabeça!... Somos como uma pessoa que permanece pobre ao lado de um tesouro - e bastava-lhe estender a mão!

Se fôssemos capazes de compreender todos os bens que a sagrada comunhão encerra, nada mais seria preciso para contentar o coração do homem.

Por São João Maria Vianney (1786-1859), presbítero, Cura d'Ars, em Pensamentos escolhidos do Santo Cura d'Ars