quinta-feira, 1 de dezembro de 2016



Entreguemo-nos completamente à direção da Providência, e digamos a prece do sábio: "Não me dês nem pobreza nem riqueza, concede-me o pão que me é necessário, para que, saciado, eu não te renegue, e não diga: Quem é o Senhor? Ou que, pobre, eu não roube, e não profane o nome do meu Deus".

terça-feira, 29 de novembro de 2016


Ribeirão das Posses, em Santos Dumont, Minas Gerais, agora.

Cumprimento o Prefeito Municipal de Santos Dumont pela excepcional política de prevenção de enchentes e alagamentos. Trata-se, por óbvio, de um chiste! Para tamanha chuva de incompetência e incúria, dirão, vestidos com a habitual desfaçatez, tratar-se de um evento não previsível!

Insisto num ponto: no dia em que um prefeito, olhando para as nuvens no horizonte, enxergar a mais remota possibilidade de ir para a cadeia pelas mortes e prejuízos que poderia impedir e que incentivou com sua omissão, nossas cidades deixariam aos poucos de ser quase todas, como são, feias, vulneráveis e decrépitas.

Não adianta ameaçá-los com ações contra o Estado ou a administração pública, porque o Estado e a administração pública, na hora de pagar a conta, somos nós, os contribuintes. O remédio é responsabilizar nossos homens públicos como pessoas físicas pelos crimes que cometem contra a vida. Às vezes em série, como acontece recorrentemente Brasil afora. O resto é conversa fiada. Ou, pior, papo de verão.

--- Bastantes famílias a essa hora estão a chorar! Por certo, não receberão a visita do sr. prefeito, Bebeto Faria, tampouco de algum dos seus secretários. Desconheço se naqueles bairros e localidades mais afetados pelas chuvas de hoje fez-se presente o poder público municipal. Infortunadamente, não creio. Quando do último aguaceiro, num final de semana, véspera do feriado da Proclamação da República, o paço municipal ficou fechado e nenhuma autoridade teve a decência de procurar minimizar os transtornos pelos quais passaram tantos homens e mulheres de bem. Sua excelência retornou ao serviço apenas na quarta-feira! Assim é, assim estamos a viver numa cidade onde os pés de tantas excelências restam secos enquanto os nossos, embarrados e molhados, lançam no monturo da descompostura lágrimas sem fim. Os nossos gemidos e os nossos prantos serão recolhidos por Nosso Senhor!

domingo, 27 de novembro de 2016



Primeiro domingo do Advento
Início do Advento

Que por ocasião deste novo ano litúrgico, não nos falte a disposição para melhor descobrir os tesouros do Evangelho e da fé católica, a fim de vivermos em Cristo de maneira cada vez mais perfeita.Façamos nosso o voto de São Paulo: "Que o Senhor vos dê, para vós próprios e na vossa relação com todos os homens, um amor cada vez mais intenso e transbordante, como o que temos por cada um de vós. E que, assim, Ele vos estabeleça firmemente numa santidade sem mancha diante de Deus nosso Pai." (1 Tes 3, 12-13) Toda a liturgia do Advento é um imenso apelo à vinda do Salvador. Para se preparar para a grande chegada de Cristo, no dia de Natal, a Igreja Católica quis fazer preceder esta grande festa de um tempo destinado à oração e à penitência, simbolizado, entre outras coisas, pelos paramentos roxos. Este espírito de penitência é hoje um pouco esquecido, mesmo se os mosteiros o vivem desde sempre. À fome espiritual de Deus corresponde a prática do jejum, que serve para melhor nos prepararmos para a oração. Na verdade, o nosso corpo, ao experimentar a sensação de fome, mostra-nos quanto a nossa alma deve aspirar a Jesus, nosso alimento espiritual. Foi por isso que a Igreja Católica instituiu o jejum do Advento para nos dispor a celebrar santamente a festa do Natal. O jejum deste tempo litúrgico, unido à oração mais intensa, suporta a vigília, à espera do Verbo encarnado.Toda a oração e todo o esforço são proporcionais às capacidades de cada um e são igualmente dignos aos olhos de Deus. Podemos escolher, à nossa medida, outras penitências, um esforço de atenção aos outros, particularmente aos que estão mais próximos de nós, que partilham a nossa vida quotidiana.Desejo que vivam intensamente este tempo de espera na alegria e na esperança da vinda de Cristo, nosso Salvador!

Uma voz grita: "preparai no deserto o caminho do Senhor" (Is 40, 3). Provavelmente, você já ouviu muitas vezes estas palavras. São do profeta Isaías, mas São Mateus associa-as a São João Baptista e à vinda próxima de Jesus. São palavras para o Advento, um caminho de esperança para o qual somos convidados a percorrer, em vista do Natal do Senhor. Dirijamo-nos ao "deserto", preparando em nossos corações "um caminho para o Senhor".

quarta-feira, 23 de novembro de 2016



Nas palavras de A.-D. Sertillanges, [a Igreja] “atrai e retêm por toda sorte de razões: o sábio vem a ela por causa dos seus arcanos, o simples por causa da sua lucidez; o autoritário por causa das leis que ela dita, e a alma mística porque ela excede toda lei”. E poderíamos acrescentar: aos simples e iletrados, dá suas devoções e jaculatórias; aos doutos e estudiosos, produz tratados e sumas; aos poetas e artistas, presenteia com seus ícones e cânticos esplêndidos; aos inocentes e de espírito singelo, concede seus dons e carismas, e mesmo fala-lhes por seu Esposo na intimidade do recolhimento; numa palavra, estende todos os seus braços, usa de todos os artifícios para alcançar o coração de seus filhos; enfim, aos céticos e ateus, a estes também ela não desampara; dá-lhes o milagre.

Apresentação de Lucas Cardoso da Silveira Santos, em O Milagre da Igreja, obra de A.-D. Sertillanges

segunda-feira, 21 de novembro de 2016



Soneto sonhado

Não te prometo os estos, a alegria,
A assunção… Mas em toda circunstância
Ser-te-ei sincero como a luz do dia.

Por Manuel Bandeira

sexta-feira, 18 de novembro de 2016



Sacrifício sem amor é dor
Dor com amor é sacrifício.
Dor sem amor é sofrimento.
Amor sem dor é o céu.
Amor com dor é o purgatório.
Dor sem amor é um inferno.

Pelo Venerável Arcebispo Fulton Sheen